
Há um buraco que aumenta. Uma dor, um aperto no peito.
Quem sou eu? O que faço aqui? Perguntas proferidas frequentemente por bocas de diferentes idades, etnias e religiões, e cada vez mais questionadas.
Viver a procurá-las, todos o fazem, não conseguindo obter resposta. Numa vida obcecada à procura dessas respostas, não dando importância àqueles que aparecem na vida.
E só percebem bem no fim da vida, já prontos a partir, que talvez o que ali estavam a fazer era viver a vida.
Não sei...
Talvez a vida seja uma ilusão, uma felicidade frágil e temporária, à qual alguns se tentam agarrar e outros deitá-la fora... Ou talvez a vida seja um sonho, do qual poucos acordam.
A única coisa que sei é que a vida é curta e a morte é eterna.